sexta-feira, 31 de julho de 2009

Relatório de junho e julho


No início de junho começamos a nos reunir na DIREC 1/B - GESTAR para discutir a formatação da oficina Introdutória para alinharmos os itens relevantes acerca do Guia Geral. As discussões foram muito válidas, pois discutimos o Guia Geral, as atividades referentes à oficina, bem como os instrumentos de avaliação do “Avançando na prática” e projeto.
Em seguida, passamos a nos encontrar para discutir a formatação da oficina de projeto e material de suporte teórico sobre o assunto.Estudamos alguns textos:Projeto Pedagógico:um estudo introdutório (Maria Adélia Teixeira Baffi),Projeto:uma nova cultura de aprendizagem (Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida),Os Parâmetros Curriculares e o projeto educativo da escola. Além desses textos, estudamos também Pedagogia dos Projetos. Etapas, papéis e atores (p.57 a 97).
Partindo desse estudo, surgiram algumas discussões em torno de tema e assunto/temática/problemática. Essa discussão ocorreu entre os formadores de Língua Portuguesa durante dois encontros.
A formatação da oficina de apresentação do Programa (Introdutória), já está pronta. Estamos esperando a autorização dos responsáveis para que possamos iniciar o nosso trabalho com os cursistas. Enquanto isso estamos confeccionando o material que será utilizado.
Enquanto isso não acontece,continuamos discutindo o material sobre projeto e pesquisando mais textos que possam embasar o nosso trabalho.
Salvador,20 de julho de 2009

Relatório de abril e maio

Professora formadora Rosa Maria:
Meu processo no GESTAR, iniciou-se no dia 23 de março de 2009, quando participei da seleção para atuar como formadora de Língua Portuguesa em Salvador, através de uma entrevista e uma carta de intenção. No dia 1º de maio fui convocada através do Diário oficial do Estado da Bahia fazer parte do grupo GESTAR da Bahia. Isso posto, submeto a apreciação de V. Srª. o relatório das atividades realizadas desde que ingressei no programa.
No dia 05 de maio fui convidada a comparecer para uma reunião no dia 07/05/09 com a Coordenação Pedagógica do Programa GESTAR na sede da DIREC 1A/B, às 14 horas. Nesta reunião, a coordenação fez a apresentação do programa para os novos formadores de Língua Portuguesa e Matemática.
Em seguida, iniciaram-se as reuniões pedagógicas para discussão do cronograma de atividades do mês de maio. Uma das atividades foi a leitura do Guia Geral com o objetivo dos novos formadores conhecerem a proposta de trabalho do programa GESTAR e discutir sobre a concepção socioconstrutivista do processo ensino-aprendizagem, pois é esta que fundamenta o programa. Essa atividade foi coordenada pela especialista de Língua Portuguesa e por um dos formadores veteranos.
Na sequencia, a especialista em psicopedagogia Edmeire Santos Costas realização de uma oficina de integração com o objetivo de integrar o grupo de formadores antigo com os novos. Nesta oficina, participaram tanto os formadores de Língua Portuguesa como os de Matemática. È válido dizer que o objetivo foi alcançado, pois começamos a nos sentir parte do grupo.
Continuando com as atividades agendadas, fizemos a leitura do TP1 e do TP2. Durante esta leitura discutimos a relação entre linguagem e cultura. Vimos também no TP2 como a variação lingüística, o texto, a intertextualidade, gramática, arte e literatura, gêneros textuais e tipos de discursos podem e devem entrar na sala de aula. Ainda nesse momento, discutimos sobre as questões ligadas à nova conceituação de gêneros dos textos e de tipos de textos.
Dando seqüência aos nossos estudos, a formadora de Língua Portuguesa, Fátima Pereira realizou para os outros formadores, coordenadores e especialistas a oficina de Tipos textuais para que os novos formadores não só se aprofundasse nesse conteúdo, mas também percebessem a dinâmica de uma oficina.
Devo mencionar que houve também planejamento e execução de estudo individuais e coletivos, visando nos apropriar mais dos conteúdos e das estratégias apresentadas pelo programa. Além disso, foi feita também a organização de turmas de cursistas.

Memorial

Memorial

"Não há talvez dias da nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido como aqueles que julgamos passar sem tê-los vivido, aqueles que passamos com um livro preferido".

Marcel Proust, in 'O Prazer da Leitura

Escrever sobre minhas experiências com a leitura e a escrita me traz recordações não muito agradáveis, devido a forma como isso aconteceu. Recordo-me que a minha primeira escola era uma olaria (lugar onde se faz tijolo) que ficava à beira do rio em Queimadas-BA.
O meu primeiro contato com as letras foi através do ABC – um livro pequeno que continha as letras do alfabeto, sílabas e palavras. Naquela época, ele era utilizado para alfabetizar.
O processo de alfabetização ocorria da seguinte forma a professora marcava a parte que deveríamos decorar - lição e em casa nós estudavamos e no dia seguinte apresentavámos para professora o que tínhamos aprendido. A professora chamava cada um dos alunos a sua mesa e mandava que a gente lesse apontando a letra para ela saber que sabíamos reconhecer as letras ou silabas.
Nesse processo, nós aprendíamos primeiro as vogais e em seguida as consoantes, depois passávamos para formação de silabas e palavras, logo após fazíamos a leitura soletrada mais ou menos assim: cha+co =cha+co+la+co+la+co+tei+ra + chaculateira. Esse método era muito difícil, pois quando chegávamos ao final da palavra já tínhamos esquecido o início. Depois dessa etapa passávamos para a cartilha: Vivi viu a uva.
Lembro-me que uma vez fiquei duas semanas na mesma lição por que não acertava dizer a palavra abóbora. Eu dizia abrobra, abobra, aboborá esse momento ficou marcado porque só acertei dizer no dia que a professora quando me chamou levantou uma régua enorme, isso significava que se eu não acertasse naquele dia eu apanharia, então quando olhei para régua não sei como a palavra abóbora saiu, mas em seguida voltei a dizer abroba.
Não me lembro de ter vivenciado a preocupação em ensinar/aprender a ler e escreve em minha comunidade e nem na minha escola.
Naquela época, eu só tinha contato com a escrita na escola. Os únicos materiais que me colocava em contato com a palavra escrita era o ABC e a cartilha. O que predominava era oralidade. Para minha comunidade, quem sabia contar boas histórias era uma das pessoas mais importante daquele povo.
Diante disso, é notavel que ler histórias para as crianças não fazia parte da nossa cultura. Leitura e escrita era algo dispensavel das nossas vidas. Textos orais sim, eram importantes para nós. Ouvir histórias era evento importante e tinha hora e publico fiel. Todas as noites das 18h00min às 20h00min, pois depois dessa hora todas as pessoas iam dormir.
Naquela época, ler e escrever não tinha significado para minha família. A escola era vista como uma possibilidade de ascender na vida. Aprender a fazer as quatro operações era mais importante que aprender a ler e escrever.
Diferente do meu tempo de criança, hoje a escola disponibiliza os mais variados gêneros textuais: contos, poemas, romances, novelas, peça teatrais, além dos textos que circulam socialmente.
Os tempos mudaram e quem sabe ler e escrever tem o poder do uso da palavra. Atualmente alguns professores já trabalham tanto a escrita como a leitura considerando as condições de produção de texto: para quem se escreve? O que se escreve? Para que se escreve? Quando se escreve?
Atualmente nas escolas aprende-se a ler e a escrever e ler e escreve para aprender, pois acredita-se que a ensinar ler e escrever é dar condições do aluno se apropriar dos conhecimentos historicamente construído e utilizá-lo.

Impressões pessoais sobre o 1º incentivo: Gestar de Língua Portuguesa

Neste primeiro, encontro em 2009 senti falta da discussão sobre as teorias: sócio construtivismo, linguagem como processo de interação, o texto como uma realização concreta das situações de interação e um produto de condições sócio-históricas em que a significação é o ponto central, língua como um sistema aberto que possibilita os vários usos, o papel do professor e sua relação com o aluno que embasam o programa que estão no GUIA GERAL, pois a meu ver elas vão nortear a nossa reflexão sobre o ensino da Língua Materna.
Sem essa percepção dificultou um pouco para situar o contexto em que está inserida a proposta do ensino de Língua Portuguesa do programa, mas isso não invalida o que foi visto durante a semana de 13/07 a 17/07/09. As estratégias de leitura e escrita apresentadas são interessantes a apropriadas para Ensino Fundamental d0 6º ao 9º ano da Escola Pública
Quanto aos assuntos abordados nesse encontro a parte teórica eu já conhecia, mas é sempre muito bom perceber a leitura de outras pessoas. Às vezes não tem nenhuma informação nova, entretanto a discussão possibilita reafirmar o nosso saber.
A dinâmica das oficinas foi satisfatória, contudo a articulação da teoria com a prática não houve. Sempre que realizava uma atividade sabia que ali por trás tinha um assunto que estava sendo abordado, mas quando os grupos apresentavam as atividades e eu ficava sempre esperando essa articulação que não acontecia.
Mas foi muito válido, pois houve troca de saberes e também dos nossos não saberes. Sem esquecer dizer que a proposta do programa ótima.

Laureci Ferreira da Silva

Sequência didática para 7ª e 8ª série

1. Mobilização de conhecimentos prévios.
· Expor do título do filme na lousa (utilize o recurso visual que a sua escola possui: data show ou retroprojetor).

Narradores de Javé

· Em seguida, selecionar dois alunos para responder a seguinte pergunta o que é um narrador?
· Depois selecionar mais dois para perguntar que signifique a palavra Javé.
· Na sequência comunicar que na aula de hoje nós vamos assistir filme cujo título é “Narradores de Javé”.
· Neste momento, escolher oito alunos para responder a seguinte pergunta: como ele (a) acha que será a história do filme?
a. O que conta? (o fato)
b. Quem conta? (o narrador)
c. Com quem? (as personagens)
d. Onde? (o lugar: descrever um pouco)
e. Quando? (Tempo)
f. Como? (o modo)
g. Por quê? (as causas)
h. Como termina? (os resultados)

2. Apresentação do vídeo: antes da exibição
a. Informe apenas os aspectos gerais do vídeo (autor, duração, prêmios...). Não interpretar antes da exibição, não pré-julgar (para que cada um possa fazer a sua leitura).
b. Checar o vídeo antes. Conhecê-lo. Ver a qualidade da cópia.

3. Leitura - durante a exibição: os discentes devem anotar as cenas que considerarem mais importantes.
· Selecionar três alunos para apresentar e comentar as cenas anotadas por eles.

4. Pós – leitura - depois da exibição: análise dinâmica
I. Perguntar aos alunos se suas hipóteses foram contempladas e se as cenas apresentadas têm relação com as hipóteses levantadas pelo grupo?

II. Formar 04 grupos e sortear os tipos de análise.
Grupo I - Análise globalizante - analisar as questões abaixo:
- Aspectos positivos do vídeo
- Aspectos negativos
- Idéias principais que passa
- O que vocês mudariam neste vídeo?

Grupo II - análise Concentrada: escolher, depois da exibição, uma ou das cenas marcantes e responder as questões abaixo.
- O que chama mais a atenção (imagem/som/palavra)
- O que dizem as cenas (significados)
- Conseqüências, aplicações (para a nossa vida, para o grupo).

Grupo III - análise "funcional”
a. Antes da exibição, escolher algumas funções ou tarefas (desenvolvidas por vários alunos):
b. - o contador de cenas (descrição sumária, por um ou mais alunos)
c. - anotar as palavras-chave
d. - anotar as imagens mais significativas
e. - caracterização dos personagens
f. - música e efeitos
g. - mudanças acontecidas no vídeo (do começo até o final).

Grupo IV - análise da linguagem
a. - Que história é contada (reconstrução da história)?
b. - Como é contada essa história ?
c. - o que lhe chamou a atenção visualmente?
d. - o que destacaria nos diálogos e na música?
e. - Que idéias passa claramente o programa (o que diz claramente esta história)?
f. - O que contam e representam os personagens?
g. - Modelo de sociedade apresentado?
h. - Ideologia do filme?
i. - Mensagens não questionadas (pressupostos ou hipóteses aceitos de antemão, sem discussão).?
j. - Valores afirmados e negados pelo programa (como são apresentados a justiça, o trabalho, o amor, o mundo)?
k. - Como cada participante julga esses valores (concordâncias e discordâncias nos sistemas de valores envolvidos). A partir de onde cada um de nós julga a história?

Grupo V – produção
· Dramatizar situações importantes do vídeo assistido e discuti-las comparativamente. Usar a representação, o teatro como meio de expressão do que o vídeo mostrou, adaptando-o à sua realidade.

5. Sistematização
A partir da analise do filme, o professor completa com os alunos as informações, relaciona os dados, questiona as soluções apresentadas.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Formação Gestar/UNB

Este blog foi criado com a finalidade de disponibilizar as atividades da UNB.